terça-feira, 18 de maio de 2010

Resenha: Superfreakonomics – O lado oculto do dia a dia

(Editora Campus, 248 páginas)

“As pessoas reagem a incentivos”.

Dito isso, é bem provável que muitas pessoas para as quais este resumo tenha sido enviado não se dêem ao trabalho de lê-lo. Afinal, até o momento não foi apresentado nenhum incentivo aparente para a leitura.
Mas há aqueles que considerarão este resumo o incentivo para a leitura do livro em si.

Superfreakonomics trabalha justamente com esta idéia: “As pessoas reagem a incentivos”.

E a partir desta informação parte para explicar a microeconomia que nos envolve dia após dia e nem percebemos, com exemplos práticos e teóricos que nem paramos para pensar se realmente existem.

Mas o que é a microeconomia?

Mais fácil é explicar primeiramente a macroeconomia. Nas palavras de Steven Levitt e Stephen Dubner, autores de Superfreakonomics, é “o ramo da economia que trata de questões como inflação, recessões e choques financeiros”.

Logo, 
“microeconomias são aquelas que procuram compreender melhor as escolhas que as pessoas fazem, não apenas em termos do que compram, mas também a frequência com que lavam as mãos e a probabilidade de que sejam terroristas”.

As duas últimas colocações mostram um ponto forte do livro, ausente na maior parte das publicações que se prestam a nos ensinar economia: o humor.

E se este ainda não for um incentivo suficiente para a leitura, saiba que Superfreakonomics, continuação do livro dos mesmos autores, publicado em 2005, também se destaca em temas polêmicos, como apresentar um case de sucesso de uma prostituta e problemas causados por médicos que não lavam perfeitamente as mãos.

Além disso, somos levados a conhecer um universo de pessoas aparentemente excêntricas, com criações malucas para solucionar o aquecimento global e reduzir o número de furacões. Só que se você considera Bill Gates inteligente, saiba que o próprio Gates afirma ser Nathan Myhrvold, seu ex-funcionário e líder desta trupe de criadores
“malucos”, o ser mais inteligente do planeta. Logo, vale a pena ouvir seus comentários sobre o futuro da humanidade.

Superfreakonomics é isso tudo e mais um pouco.

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