terça-feira, 28 de junho de 2011

Resenha: Blueberry #1 (Panini Comics)


Ficha técnica:
Título: Blueberry #01 (no Brasil) / Blueberry #24 e #25 (na Europa)
Argumento e arte: Jean Giraud
Cores: Florence Breton
Editora: Panini Comics (no Brasil) / Dargaud (na Europa)
Data de publicação: Julho de 2006
Preço: R$ 22,90

Um jornalista de Denver chega a Tucson com seu fiel e jovem parceiro. Os dois têm apenas uma coisa na cabeça: encontrar Blueberry e juntar suas heroicas aventuras em um livro. Atrás deles, estão três estranhas pessoas. Estes também pretendem localizar Blueberry, mas suas intenções não parecem nada amigáveis para com o ex-tenente do exército. No entanto, o homem que tantos procuram está parado em frente a uma mesa de bar desafiando quem quiser enfrentá-lo em partidas quase intermináveis de pôquer. E é dessa maneira que passará quase que totalmente a primeira história do álbum, Mister Blueberry.

O foco fica nos desafios de Mister Campbell, o jornalista, e Billy, seu ajudante, para chegar até o protagonista da história. Outros personagens que também chamam a atenção são: o xerife Wyatt Earp e seu companheiro, chamado apenas de Doc, lutando para manter a cidade em ordem, o rico senhor Strawfield e a bela Doree Malone. Todos eles compõem a mesa de pôquer com Blueberry.

Resumindo a história, Campbell encontra o aventureiro, mas este é surpreendido por quem o perseguia. Eles revelam que querem vingança para a morte do filho mais velho de um deles, que segundo ele, foi causada por Blueberry. Com a ajuda de seus amigos, o herói sobrevive ao novo atentado a sua vida, mas ao sair do bar com Miss Doree, uma vez que a briga toda pôs fim ao jogo, ele é baleado pelas costas por um dos três homens que havia sido deixado de lado por seus comparsas.

Na segunda história, Sombras sobre Tombstone, seguem os resquícios da primeira, onde fica a expectativa sobre a possível morte do protagonista, o que não ocorre, tendo bala ter passado a apenas dois dedos de seu coração. Ele decide, então, ajudar o jornalista e lhe conta uma das muitas histórias de sua vida, onde percebemos mais uma vez que de santo Blueberry não tem nada.

Alheio a isso, os Clanton e os McLaury, duas famílias que vivem afastadas de Tombstone, planejam um ataque a um carregamento de prata para culpar os índios e assim causar uma guerra local.

Para quem não conhece, Blueberry foi criado 1963 por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud, quando este ainda não se utilizava do nome que ficou conhecido, Moebius. Com a morte de Charlier, em 1989, Giraud passou a assinar também o roteiro da série. Os desenhos são brilhantes, e os roteiros tão bom quanto, deixando a aventura muito interessante e divertida de ser lida. Fora que a capa é genial e traduz muito bem quem é o protagonista. Blueberry já teve suas duas primeiras sagas lançadas no Brasil pela editora Abril, no início da década de 1990 e duas histórias pela editora Vecchi, em 1980. O que a Panini fez, na verdade, foi desrespeitar uns trinta anos da cronologia do personagem, que na verdade não prejudicam a história atual, mas deixa o gostinho de saber mais sobre o que aconteceu com Blueberry no exército.

(resenha publicada originalmente por mim no site Fanboy, em setembro de 2006)

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